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Banca do IFNMG nega Autodeclaração de pardo e candidato cobra revisão

Um candidato ao curso Técnico em Enfermagem do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais (IFNMG), Campus Teófilo Otoni, tornou pública sua indignação com o resultado da banca de heteroidentificação do Processo Seletivo 1/2026 (Edital 1048/2025).

João Carlos Alves de Freitas, @joao_carlos2308 , inscrito sob o número 7958, afirma que teve sua autodeclaração como pardo indeferida de forma arbitrária e insensível pela instituição. Segundo ele, a decisão desconsidera não apenas suas características físicas — como cor da pele, traços faciais e textura do cabelo —, mas também sua história de vida, ancestralidade e a forma como é socialmente reconhecido no contexto brasileiro.

De acordo com o candidato, o indeferimento representa uma violação de sua identidade e dignidade, gerando constrangimento pessoal e colocando em dúvida sua própria existência enquanto sujeito social. Ele também critica o uso do processo de heteroidentificação como mecanismo de exclusão, contrariando, em sua avaliação, os princípios das políticas afirmativas e da Lei de Cotas (Lei nº 12.711/2012), criadas para corrigir desigualdades históricas no acesso à educação.

João Carlos destaca que espera de uma instituição federal de ensino uma postura pautada na inclusão, na equidade e no respeito à complexidade da identidade racial brasileira. Diante disso, o candidato exige uma revisão urgente e criteriosa da decisão da banca, reforçando que sua manifestação não se resume à disputa por uma vaga, mas à defesa de sua identidade.

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