Repetidor instalado no local tinha alcance de 400 metros e levava internet até o interior da penitenciária em Teófilo Otoni. De acordo com a policia, o dono do bar é pai de detento
Por Cristiane Rodrigues, Jerry Santos, g1 Vales de MG
A Polícia Civil iniciou uma investigação após constatar que o sinal de internet de um bar próximo à Penitenciária de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, chegava até o interior das celas. Detalhes sobre caso foram divulgados nesta quarta-feira (8), após alerta feito pela Polícia Penal, que identificou o sinal ativo dentro do presídio.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Artur Viveira, a senha do Wi-Fi era extremamente simples, apenas os números de 1 a 9, o que facilitava o acesso por qualquer pessoa nas proximidades. Ele explicou que o sinal seguia ativo mesmo após tentativas administrativas de bloqueio.
“A Polícia Penal nos procuraram há cerca de uma semana. O sinal causava estranheza porque era praticamente aberto, com senha padrão e acessível de dentro do presídio”.
Ainda segundo a PC, o sinal partia de um bar localizado a aproximadamente 200 metros da penitenciária. Uma análise técnica realizada em conjunto com o provedor de internet confirmou a origem do sinal, o que levou ao cumprimento de mandados de busca e apreensão na residência e no bar do responsável.
“Na casa dele, nada foi encontrado. Mas no bar havia um repetidor com alcance de até 400 metros, suficiente para atravessar vários quarteirões e alcançar o interior da penitenciária”, explicou.
O dono do bar foi ouvido e disse à polícia que contratou o serviço para viabilizar vendas e recebimentos via Pix no estabelecimento. Apesar disso, chamou a atenção o uso do repetidor de longo alcance.





