
TEÓFILO OTONI – As centrais sindicais de várias partes do país, inclusive, em Teófilo Otoni, por meio do SindUTE, ratificaram a manutenção da paralisação marcada para a próxima sexta-feira (30). De acordo com a diretoria do sindicato local, a greve geral conta com vários ingredientes e motivação, de acordo com os próprios organizadores. Segundo o diretor/coordenador do Sind-UTE Teófilo Otoni, Eric Bomfim, o descontentamento da população com o governo do presidente Michel Temer, alvo das delações dos donos do frigorífico JBS, além da posição contrária às atuais propostas das reformas trabalhista e previdenciária são o mote da manifestação que acontecerá pelas ruas da cidade nesta sexta.
Manifestação
A última greve geral ocorreu em abril e a ideia é aumentar a adesão da sociedade organizada e centrais sindicais, afirmou Beatriz Cerqueira Coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE-MG).
“Sempre que estamos diante de um calendário de lutas, é possível alguém alegar algum motivo para se manter alheio: mais um dia pra ‘pagar’, ‘vai comprometer o que sobrou do recesso’, o ‘sindicato não faz nada’, ‘estou sendo manipulado por uma briga partidária. Eu poderia continuar a lista do que se escuta por aí. De fato, greve não é um passeio, não é uma confraternização em que todos saem felizes. Foi a nossa Greve Nacional da Educação, que depois se transformou num movimento de classe e não de categoria, que impediu a votação da Reforma da Previdência. Mas a Reforma Trabalhista corre o risco de ser aprovada. Ela atinge todo mundo: você, sua família, seus alunos, as famílias dos alunos. No serviço público corremos o risco da privatização, terceirização e de possibilidades de negociações abaixo do que a legislação nos protege hoje, entre outros ataques. Desejo uma semana de intensas lutas pra gente. Greve geral 30 de junho”, finalizou Beatriz Cerqueira.





