TEÓFILO OTONI – Os trabalhadores da Educação, em Minas Gerais, estiveram reunidos em uma Assembleia Estadual, na quinta-feira (6), em Belo Horizonte, onde foi definido que a greve deflagrada no último mês de março será temporariamente suspensa. A partir do dia 17 de abril, os profissionais da educação pública estadual voltam às suas atividades, mas permanecerão em estado de greve. De acordo com o Sind-UTE/MG, foram realizadas 22 avaliações durante a assembleia estadual de trabalhadores de várias regiões do Estado. Na oportunidade, a categoria entendeu que, desde o dia 15 de março, quando iniciaram a greve nacional da educação por tempo indeterminado, numa convocação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais, o movimento cresceu recebendo adesão do movimento contra a reforma da previdência e pelo cumprimento dos acordos assinados pelo governo do Estado.
De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), durante a assembleia foi avaliada a negociação com o governo do Estado, a greve nacional da educação e o posicionamento dos educadores contra a reforma da Previdência do governo de Michel Temer (PMDB).
Segundo o diretor do sindicato local, Eric Bonfim, os trabalhadores da Educação estão unidos.
“A greve dos professores é contra a reforma, pelo pagamento do piso da Educação e para que o governo do Estado cumpra os acordos firmados anteriormente com a categoria”.
A Secretaria de Estado de Educação (SEE) informou que das 3.662 escolas, 2.161 registraram, nesta quinta-feira (6), a situação sobre a paralisação em Minas. De acordo com a secretaria, 1.688 afirmaram estar em greve e 743 em atividade. Outras 1.231 não informaram a situação. Ainda segundo a SEE, no total, 909.176 estudantes ficaram sem aulas no Estado.






