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Fila Zero

Sistema de execução penal vai acelerar o julgamento de ações criminais

 

Ferramenta01O TJMG anunciou que em 2017 implantará o sistema em mais 12 comarcas, entre elas, Teófilo Otoni

TEÓFILO OTONI – Desde o primeiro semestre de 2016, quando se iniciou a digitalização de documentos relacionados à execução penal para sua inclusão no Sistema Eletrônico de Execução Unificado (Seeu), o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) não tem medido esforços para que essa se torne uma das principais ferramentas voltadas para aprimorar o sistema de justiça criminal e diminuir a superlotação prisional. O Seeu, que controla automaticamente os prazos para concessão de benefícios aos presos ao longo do cumprimento da condenação, já está presente em Governador Valadares, Uberlândia, Juiz de Fora, Patrocínio, Betim e Montes Claros.

Ferramenta02Até o momento, mais de 10 mil processos já foram digitalizados. Por tornar o Seeu uma de suas prioridades, o TJMG acaba de anunciar que em 2017 implantará o sistema em mais 12 comarcas, além das previstas inicialmente: Teófilo Otoni, Caratinga, Pará de Minas, Itajubá, Muriaé, Carmo do Paranaíba, Sete Lagoas, São João del-Rei, Pouso Alegre, Formiga, Divinópolis e Barbacena. Anteriormente, o cronograma de implantação deste ano incluía apenas as Comarcas de Unaí, Uberaba, Ipatinga, Três Corações, Ponte Nova, Igarapé, Contagem, Ribeirão das Neves e Belo Horizonte. Assim, serão 27 as comarcas beneficiadas com a nova ferramenta.

O sistema foi criado para facilitar o controle processual da execução da pena, pois proporciona uma gestão confiável dos dados da população carcerária do Brasil. O Seeu informatiza os processos de execução penal, permitindo a automatização dos cálculos para a concessão de benefícios como comutação, indulto e progressão de regime. Ele ainda emite avisos eletrônicos ao juiz indicando os processos que têm os requisitos para a concessão dos benefícios.

 

Redução na superlotação carcerária

A juíza da Vara de Execuções Penais, Júnia Maria Benevides de Souza Bueno, informa que o Seeu vai dar mais celeridade ao andamento processual, o que resultará na redução da superlotação carcerária. A magistrada explica que, com o sistema, não há possibilidade de atraso na concessão de benefícios, pois a ferramenta atualiza para juízes, promotores e defensores todas as informações processuais.

Para o assessor institucional da Defensoria Pública de Minas Gerais, Nikolas Stefany Macedo Katopodis, a execução penal no Brasil entra em nova fase com a incorporação do Seeu à rotina dos trabalhos. Será ultrapassada, segundo ele, a era das varas abarrotadas de processos físicos e com recursos humanos limitados para o controle digital e instantâneo. “Coloca-se a informatização a serviço do reeducando para que seu benefício seja considerado sem prejuízos. O sistema emite relatórios sobre o cumprimento da pena, o que facilita a programação da vara e facilita o trabalho do defensor público na preservação dos direitos do reeducando.”

Já a promotora de Justiça da comarca de Governador Valadares, Ingrid Veloso Soares, aponta como principal benefício do Seeu a possibilidade de agendar pedidos e priorizar em seu trabalho aqueles apenados que estão com alguma movimentação em seu cumprimento de pena. Como assinalou, é possível organizar o trabalho, pois todos os atores que atuam na execução de pena têm a seu dispor datas com antecedência, como quem vai ter progressão de pena e quando, o que facilita adiantar pedidos. “O sistema é prático e rápido e deixa a Justiça ágil e eficaz”, finaliza a promotora.

O juiz auxiliar da Presidência Thiago Colnago destaca o processamento totalmente eletrônico dos atos de execução e o fato de o sistema ser aberto e pronto para se integrar a outros, como os das polícias, como um dos pontos do Seeu.

 

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