Um caso envolvendo duas crianças, entre elas um bebê de apenas dois meses, mobilizou a Polícia Militar e o Conselho Tutelar em Teófilo Otoni nesta segunda-feira (24).
Um vídeo de aproximadamente seis segundos passou a circular nas redes sociais. Nas imagens, uma mulher aparece com o bebê no colo enquanto segura uma fac4 e faz ameaças contra a criança. O Diário não irá reproduzir nem compartilhar o vídeo, em respeito à proteção e à dignidade do bebê.
Segundo informações repassadas ao Diário, os dois adultos responsáveis pelas crianças foram presos pela polícia. O homem foi preso, segundo a polícia, pela Lei Maria da Penha. “Houve agressões mútuas”, disse a polícia. Os menores foram retirados da situação e encaminhados pelo Conselho Tutelar para acolhimento e proteção.
O Diário conversou com Thaline, moradora da região, que relatou ter sido chamada para permanecer com as crianças durante a ocorrência. Segundo ela, o Conselho Tutelar chegou ao local e assumiu o atendimento, encaminhando os menores para um abrigo.
Thaline afirmou ainda ter acompanhado o Conselho até a unidade de acolhimento e posteriormente ter sido chamada para prestar esclarecimentos à autoridade policial.
Madalena, cunhada de um dos envolvidos, também conversou com o Diário e apresentou relatos sobre a rotina familiar. Segundo ela, a mulher teria períodos prolongados de ausência da residência e faria uso de álcool e outras substâncias. Essas informações são relatos das entrevistadas e não são apresentadas pelo Diário como fatos comprovados.
Ainda segundo os relatos, o episódio teria ocorrido durante um conflito entre o casal. A motivação e as circunstâncias que levaram à gravação do vídeo deverão ser esclarecidas pelas autoridades.
Após ser encaminhada para a delegacia, a mulher teria publicado em seu WhatsApp uma fotografia feita de dentro da viatura, utilizando sobre o próprio rosto uma imagem do personagem Ghostface e a frase: “É pânico, é terror”.
O Diário também opta por não publicar essa imagem, preservando a identidade e a dignidade das crianças envolvidas.
O caso segue sob investigação. Eventuais responsabilidades serão definidas pelas autoridades competentes.





