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Mãe atípica denuncia suspensão de terapias para crianças em Itambacuri devido à falta de repasses da Prefeitura e pede apoio da imprensa

A moradora de Itambacuri (MG), Lorena Gonçalves, mãe atípica, encaminhou uma carta à jornalista Ângela Almeida relatando a interrupção dos atendimentos terapêuticos realizados por clínicas particulares em razão da falta de repasses financeiros por parte da Prefeitura Municipal de Itambacuri.

Na mensagem, Lorena afirma viver um momento de profunda tristeza, indignação e preocupação, destacando que as crianças atípicas são as principais prejudicadas. Segundo ela, a suspensão das terapias compromete diretamente o desenvolvimento, a qualidade de vida e os direitos das crianças que dependem do tratamento contínuo.

Ela relata que, no dia 22 de julho de 2026, participou de uma reunião com uma das clínicas responsáveis pelos atendimentos, quando foi informada de que, devido à falta de pagamento por parte do município, não há previsão para a retomada dos serviços, inclusive daqueles garantidos por decisões judiciais.

Na carta, Lorena classifica a situação como inadmissível e faz um apelo para que o caso ganhe visibilidade. Ela pede que as autoridades competentes regularizem os pagamentos e garantam, com urgência, o retorno dos atendimentos terapêuticos.

Ao final, afirma que já tentou buscar uma solução por diversos meios, mas não obteve sucesso. “Hoje, sinto que já não sei mais a quem recorrer”, escreveu. Ela encerra reforçando que as crianças não podem esperar, pois cada dia sem terapia representa prejuízos que podem ser irreparáveis ao seu desenvolvimento.

A prefeitura não se manifestou publicamente sobre o assunto. O espaço do jornal está aberto.

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